O motivo são as adaptações necessárias na usina de triagem para o carregamento dos resíduos
O lixo recolhido em Santiago passa a ser levado para um aterro em Santa Maria com o fim dos lixões, que teve prazo vencido no dia 2 de agosto, de acordo com a lei de política dos Resíduos Sólidos.
Conforme o prefeito Julio Ruivo, isso não afeta somente os lixões, mas também aterros sanitários, que é o caso de Santiago. O aterro foi construído à base de camada de argila, mas a nova legislação que prevê geomembrana (espécie de manta asfaltica), impede que o mesmo seja licenciado para operar, não restando outra opção senão transportar o lixo para outro lugar. A administração tentou licenciar uma nova área, também no Rincão dos Viana, mas o processo, até o momento, não foi definido pela Fepam.
Ruivo salientou que o transporte vai dobrar o custo com o lixo em Santiago. O prefeito explicou que a prefeitura não pode assumir tudo sozinha, pois o lixo é uma responsabilidade da população. Ele pede que a comunidade diminua a quantidade de lixo a ser recolhido. De acordo com campanha permanente das secretarias de Meio Ambiente e Obras, determinados tipos de resíduos não devem ser recolhidos, como restos de gramas e pedras, por exemplo.
Os resíduos orgânicos poderão ser utilizados em composteiras ou depositados no fundo dos pátios. " Se cada munícipe colaborar para diminuir a capacidade do lixo transportado estará auxiliando na diminuição dos custos", diz Ruivo. O município estima gastar cerca de R$ 115 por tonelada, que somados mais a coleta, transporte e local para depósito, devem ultrapassar aos R$ 300.
Atualmente são recolhidas cerca de 20 toneladas/dia, apesar de que a triagem é responsável por 12% na diminuição do peso total.
Julio Ruivo relata que se a taxa atualmente cobrada não for suficiente para suprir as despesas, poderá sofrer reajuste, o que ele não gostaria que acontecesse. "Se a população não contribuir, isso será inevitável num futuro bem próximo", constata.
Em relação aos containeres, a empresa Ansus, que é a responsável pelo recolhimento e transporte do lixo da cidade, iniciou a montagem dos mesmos, para que, dentro de pouco tempo possam ser colocados na área central da cidade.
A reabertura do prazo para o fechamento dos lixões depende agora do Congresso Nacional. Como o fechamento foi determinado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, um novo prazo passa pelas mãos dos parlamentares.
O Ministério do Meio Ambiente não prevê nenhuma punição imediata para os municípios que continuarem usando os lixões. Dados do Ministério do Meio Ambiente apontam que 40 por cento dos municípios já tomaram medidas para garantir a destinação correta do lixo. Mais de três mil localidades ainda não se manifestaram a respeito.

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